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A união estável é uma forma de constituição de família reconhecida pela legislação brasileira e garante uma série de direitos e deveres aos companheiros.

Apesar disso, muitas pessoas ainda acreditam que apenas o casamento gera proteção jurídica. Essa ideia é equivocada. Dependendo da situação, quem vive em união estável pode ter direitos relacionados ao patrimônio, herança, pensão, alimentos e benefícios previdenciários.

Neste artigo, explicamos quais são os principais direitos de quem vive em união estável e por que a formalização da relação pode trazer mais segurança jurídica.

O que é união estável?

A união estável é caracterizada pela convivência pública, contínua e duradoura entre duas pessoas com o objetivo de constituir família.

Ela não depende, obrigatoriamente, de casamento civil ou cerimônia para existir.

Mesmo sem escritura pública ou contrato, a união poderá ser reconhecida caso estejam presentes os requisitos previstos na legislação.


Quem vive em união estável tem os mesmos direitos de quem é casado?

Em muitos aspectos, sim.

A legislação brasileira reconhece a união estável como entidade familiar e assegura aos companheiros diversos direitos semelhantes aos conferidos aos cônjuges.

Entretanto, algumas situações exigem análise específica, especialmente quando envolvem patrimônio, sucessão ou relações internacionais.


Direito à partilha de bens

Uma das principais consequências jurídicas da união estável diz respeito ao patrimônio.

Quando o casal não escolhe outro regime por meio de contrato escrito, aplica-se, em regra, o regime da comunhão parcial de bens.

Isso significa que, em linhas gerais, os bens adquiridos durante a convivência poderão integrar o patrimônio comum do casal, observadas as exceções previstas em lei.


Direito à herança

O companheiro sobrevivente pode possuir direitos sucessórios previstos na legislação brasileira.

Entretanto, a forma como ocorrerá a sucessão dependerá de fatores como:

Cada caso deve ser analisado individualmente.


Direito à pensão por morte

Dependendo do preenchimento dos requisitos legais e previdenciários, o companheiro sobrevivente poderá requerer pensão por morte perante o INSS ou o regime previdenciário competente.

Em muitos casos, será necessário comprovar a existência da união estável por meio de documentos e outros elementos de prova.


Direito aos alimentos

Após o término da união estável, poderá haver direito à prestação de alimentos, desde que estejam presentes os requisitos previstos na legislação.

A concessão dependerá da necessidade de quem solicita, da possibilidade financeira da outra parte e das circunstâncias específicas do caso.


Direito à inclusão em plano de saúde

Muitas operadoras permitem a inclusão do companheiro como dependente.

Normalmente, será necessária a apresentação de documentos que comprovem a existência da união estável, conforme as regras do plano contratado.


Direito à participação em decisões patrimoniais

Dependendo da situação, questões relacionadas à administração e à divisão dos bens poderão produzir efeitos para ambos os companheiros.

Por esse motivo, conhecer o regime patrimonial da união é fundamental para evitar conflitos futuros.


É necessário registrar a união estável?

Não.

A união estável pode existir mesmo sem registro em cartório.

Entretanto, a formalização por escritura pública oferece maior segurança jurídica e facilita a comprovação da relação perante bancos, planos de saúde, órgãos públicos, empresas e o Poder Judiciário.

Além disso, permite que o casal escolha o regime de bens que melhor atenda aos seus interesses.


Como comprovar a união estável?

Caso a união não tenha sido formalizada, ela poderá ser demonstrada por diferentes meios de prova, como:

A suficiência das provas dependerá das circunstâncias de cada caso.


Quem mora no exterior também possui esses direitos?

Sim.

Brasileiros residentes no exterior que mantêm união estável podem enfrentar questões relacionadas ao patrimônio localizado no Brasil, sucessão, inventário e partilha de bens.

Quando existem bens em diferentes países, é importante analisar a legislação aplicável e verificar quais normas incidem sobre cada situação.

Nesses casos, a orientação jurídica especializada é essencial.


Perguntas frequentes (FAQ)

A união estável garante direito à herança?

Sim. A legislação prevê direitos sucessórios ao companheiro sobrevivente, observadas as regras aplicáveis ao caso concreto.

Quem vive em união estável tem direito à pensão por morte?

Dependendo do cumprimento dos requisitos legais e da comprovação da união, esse direito poderá ser reconhecido.

É obrigatório fazer escritura pública?

Não. A escritura não é requisito para a existência da união estável, mas proporciona maior segurança jurídica.

É possível escolher outro regime de bens?

Sim. Os companheiros podem definir regime diverso daquele aplicado pela regra geral, observadas as formalidades legais.

A união estável pode ser reconhecida mesmo sem morar na mesma casa?

Sim. A residência comum não é requisito absoluto para o reconhecimento da união estável, desde que estejam presentes os demais elementos caracterizadores da relação.


Conclusão

A união estável produz importantes efeitos jurídicos e garante diversos direitos aos companheiros.

Conhecer essas regras é fundamental para proteger o patrimônio, evitar conflitos e garantir segurança nas relações familiares.

Caso existam dúvidas sobre partilha de bens, herança, formalização da união ou dissolução da relação, o ideal é buscar orientação jurídica antes de tomar qualquer decisão.

Precisa de orientação sobre união estável?

O Leon Advogados atua em direito de família e sucessões, oferecendo assessoria em reconhecimento e dissolução de união estável, partilha de bens, inventários, planejamento patrimonial e regularização de direitos para brasileiros no Brasil e no exterior.

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